FESTIVAL DE APOIO À CRIAÇÃO DA COMPANHIA OLGA RORIZ

EDIÇÃO 2025

3, 4 e 5 de OUTUBRO

É com muito entusiasmo que anunciamos os resultados do Open Call do Interferências’25

Foram aceites 75 candidaturas e seleccionados 7 projetos – 2 de apoio à circulação e 5 de apoio à criação.

APOIO À CRIAÇÃO

“Deserto já foi floresta” – Nicole Gomes
“Just Saying” – Andresa Soares 
“SUPER-STARE” – Mariana Barbosa e Rafael Pinto
“Outerland” – Sasha Demina
“Pulso” – Filipa Peraltinha

APOIO À CIRCULAÇÃO

“La Soif” – Bruno Senune
“Os meus totens” – Elizabete Francisca

Residências artísticas de 1 a 30 de Setembro) e apresentações (3, 4, 5 de Out.) no Palácio Pancas Palha.

O festival Interferências e a Companhia Olga Roriz dão os parabéns aos projetos vencedores e agradecem a todes os que submeteram as suas candidaturas para esta 4ª. edição.

Aos projetos selecionados no apoio à criação é atribuído um apoio financeiro no valor de 1500€ e no apoio à circulação de 900€.

Júri: António Quadros Ferro, Bruno Alexandre, Paula Diogo e Olga Roriz

António Quadros Ferro 

Licenciado em comunicação, é mestre e doutorando em Estudos de Cultura, com uma especialização em Filosofia e Literatura pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.  é diretor de produção da Companhia Olga Roriz desde 2018. Fez a produção, entre outros, dos espectáculos “Síndrome”, “A meio da noite”, “Autópsia”, “Seis meses depois”, “Insónia”. É ainda diretor de produção dos festivais “Interferências” e “Cinesfera”; formador na área da produção para as Artes Performativas na FOR Dance Theatre e na plataforma Gerador. Tem ainda experiência consolidada no desenvolvimento de candidaturas à DGARTES, Gulbenkian e outras. É ainda editor do projeto editorial Páreas Párias, que criou em 2012.

Bruno Alexandre

Bruno Alexandre (n. 1977, Lisboa). Licenciado em Dança pela Escola Superior de Dança e Licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa. Mestre em Artes Cénicas pela FCSH. Pós-Gradução em Gestão Cultural e Sustentabilidade pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Director artístico do Festival Interferências, um festival de apoio à criação da Companhia Olga Roriz, desde 2019.

 Como coreógrafo criou o solo “Cinemateca” (2015) que teve a sua estreia no Festival Cumplicidades, “Cavalos Selvagens” (2018) estreado na Culturgest, “A Caminhada” (2019) uma co-produção do LU.CA, “Danças Precárias” (2021) projecto vencedor da bolsa de criação para artistas emergentes apoiada pela Fundação La Caixa/Espaço do Tempo e da bolsa para primeiras obras apoiada pela Casa da Dança, “Cabeça Coração” (2024) apresentado no Festival Temps D´Images e “Notas para Imaginar Estranhos Mundos” (2025) com Maria Gil, apresentado no CCB. Criou também o espectáculo “Avalanche” para a Companhia Jovem de Dança de Ílhavo (2022). Criou para Televisão (RTP Palco) a curta-metragem “Vulcão” estreada em 2022.

Trabalhou na Companhia Olga Roriz como bailarino e assistente de criação, entre 2007 e 2020. Trabalhou também como intérprete com Tiago Rodrigues, Filipa Francisco e Susana Vidal. Foi ainda intérprete e criador dos espectáculos “Lugar Vagon”, premiado pelo Clube Português de Artes e Ideias, apresentado no festival Citemor e de “Aguada” ambos em colaboração com Pedro Santiago Cal e Mafalda Saloio. No Cinema participou como actor em “Cidade Rabat” de Susana Nobre e em “Mariphasa” de Sandro Aguilar.

Como professor, leccionou aulas regulares e Workshops de Improvisação e Composição na ESD (Escola Superior de Dança), ETIC, CMJ (Conservatório de Música da Jobra), Ginasiano Escola de Dança, F.O.R (Formação Olga Roriz), Escola de Artes do Alentejo Litoral (Sines) e Festival Sidance (Seul).

Paula Diogo

Nascida e criada nos subúrbios de Lisboa, sem qualquer ligação familiar às artes, Paula Diogo foi desde muito cedo incentivada pela família a ler para se manter ocupada. O interesse por livros e histórias levou-a a estudar Literatura e mais tarde Teatro. 

Como criadora o seu trabalho é fortemente influenciado pelo ambiente que a rodeia e pela sua formação e história familiar. Aborda temáticas como: legado, memória, autobiografia e pertença. Os seus trabalhos tendem a ser minimalistas e podem assumir diferentes formatos, desde performance, passando por peças de palco, peças de vídeo/áudio e livros/publicações. Paula propõe com frequência diálogos a diferentes artistas. 

Tem uma licenciatura em Formação de Actores/Encenadores pela ESTC em Lisboa e um Mestrado em Artes Performativas pela LHI (Icelandic Academy of Arts), desenvolvido como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e do Fundo Cultural GDA. É uma das recém pós-graduadas (2024) em Gestão Cultural e Sustentabilidade pela Universidade de Coimbra.

Em 2020 foi assistente de programação de Magda Bizarro e Tiago Rodrigues no TNDMII no âmbito de um estágio Erasmus+.

Co-fundou vários colectivos e trabalhou com companhias e artistas em Portugal e no estrangeiro, com nomes como: Teatro Praga, Lúcia Sigalho/Sensurround, Third Angel, Tiago Rodrigues/Mundo Perfeito, Gob Squad, Rimini Protokoll, Philippe Quesne, Foguetes Maravilha, GRIOT, mala voadora, Assédio, Madalena Victorino e Giacomo Scalisi, Antonio Latella, Alain Fourneau/Bernardines, Cão Solteiro, etc.

Já apresentou as suas criações em Portugal, na Islândia, Alemanha, Sérvia, Colômbia, Chile, Argentina, Brasil, Uruguai, França, Itália, México e Bélgica.

Desde 2015 desenvolve com Alex Cassal a Má-Criação, uma plataforma de produção independente que promove encontros e colaborações entre artistas de diferentes contextos artísticos, culturais e geográficos.

Nos últimos anos tem trabalhado no amplo espectro das artes performativas, misturando criação, produção e curadoria, desenvolvendo ideias e projetos para contextos específicos e participando em grupos de discussão informais.

Foi uma das artistas apoiadas pela rede apap – FEMINIST FUTURES, projeto co-financiado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia 2021-2024.

Faz também parte do coletivo Celestial Bodies um projeto artístico internacional dedicado a abrir espaços que integrem práticas de solidariedade, cuidado, empatia e espanto.

www.ma-criacao.com

Olga Roriz

É doutorada honoris causa pela Universidade de Aveiro por distinção nas Artes (2017). É
membro da Academia das Ciências de Lisboa, classe das Letras (2022). Teve como formação artística na área da Dança o curso da Escola de Dança do Teatro Nacional de S. Carlos com Ana Ivanova e o curso da Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa.

Em 1976 integrou o elenco do Ballet Gulbenkian sob a direção de Jorge Salavisa, permanecendo até 1992 onde foi primeira bailarina e coreógrafa principal. Em 1992 assumiu a direção artística da Companhia de Dança de Lisboa.

Em 1995 fundou a Companhia Olga Roriz. O seu repertório na área da dança, teatro, ópera e vídeo é constituído por mais de 90 obras. Criou e remontou peças para o Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Ballet Teatro Guaira (Brasil), Ballets de Monte Carlo, Ballet  Nacional de Espanha, English National Ballet, American Reportory Ballet, Maggio Danza e Alla Scala. Internacionalmente os seus trabalhos foram apresentados nas principais capitais europeias, e diversos países.

Na área do cinema realizou quatro filmes, Felicitações Madame, A Sesta, Interiores e A Casa.
Uma biografia sobre a sua vida e obra foi editada pela Assírio&Alvim (2006) com texto de Mónica Guerreiro. Escreveu Narrativas do Corpo sobre o seu processo criativo (2018) e em conjunto com José Jorge Letria, A vida num corpo inquieto editado por O fio da memória. Em 2020 é publicado o livro de imagens, Companhia Olga Roriz 25 Anos.

Olga Roriz é distinguida com relevantes prémios nacionais e estrangeiros. Entre eles destacam-se o 1º Prémio do Concurso de Dança de Osaka-Japão (1988), Prémio da melhor coreografia da Revista Londrina Time-Out (1993), Prémio Almada (2004), condecoração com a insígnia da Ordem do Infante D. Henrique – Grande Oficial pelo Presidente da República (2004), Grande Prémio da SPA e Milleniumbcp (2008), Prémio da Latinidade (2012), distinção com o prémio Mulheres mais Influentes de Portugal, edição de 2016, pela revista EXECUTIVA, prémio SPA (2018) para melhor coreografia com a peça ‘Síndrome’, prémio SMA –, atribuído pela CM da Figueira da Foz (2019) e a Medalha de honra da SPA (2019).